Reportagem publicada em 18/01/2010 Última atualização 18/01/2010 17:05 TU
Mehmet Ali Agca, 52 anos, o homem que tentou assassinar o Papa João Paulo II no dia 13 de maio de 1981, foi solto nesta segunda-feira, depois de 30 anos de prisão. Ali Agca atirou contra o pontífice na praça de São Pedro, no Vaticano, ferindo gravemente o Papa no abdomêm. O ex-militante de extrema direita se converteu ao catolicismo e na semana passada afirmou que gostaria de visitar o Vaticano e o túmulo de João Paulo II. Na Itália, Agca também cumpriu penas por atos terroristas cometidos nos anos 70. Ele foi extraditado para a Turquia no ano 2000.
As razões da tentativa de homicídio nunca foram explicadas. Na época, o ex-militante afirmou que agia por motivação divina e deu uma série de declarações contraditórias. Houve até mesmo a suspeita de que ele poderia ter agido a pedido da União Soviética ou dos serviços secretos da Bulgária, então comunista. Nesta segunda-feira, depois de deixar a prisão de segurança máxima situada a 60 km de Ancara, Agca foi levado para um posto militar, onde deve se apresentar para regularizar sua situação, já que nunca cumpriu o serviço militar.
Roteiro de cinema
O próximo passo agora é capitalizar a fama. Agca escreveu uma carta, divulgada pelo seu advogado, Haci Ali Ozchan, onde propõe entrevistas à TV por 2 milhões de dólares ou então escrever uma biografia por 5 milhões. De acordo com Ozchan, diversos produtores de cinema estão interessados em levar sua história para a tela grande. Quanto às dúvidas sobre a saúde mental de seu cliente, o advogado garante que tudo não passa de especulação. Mesmo que Agca tenha afirmado, por exemplo, há alguns anos, que o Vaticano tinha proposto 50 mil dólares para que ele se tornasse cardinal.
ÁUDIO
Repórter online
Esportes
Cotações + Meteorologia