Reportagem publicada em 17/06/2008 Última atualização 23/06/2008 20:08 TU

O presidente Nicolas Sarkozy ficou satisfeito com o projeto de reforma do ministro francês da Defesa, Hervé Morin (foto).
Foto: Wikipedia
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, apresentou na manhã desta terça-feira, 17, um importante plano de reestruturação das Forças Armadas do país. O projeto, batizado de Livro Branco da Defesa, define a política de defesa da França para os próximos 15 anos. As medidas visam adaptar Exército, Marinha e Aeronáutica às novas ameaças.
Sarkozy quer direcionar mais recursos ao desenvolvimento e à modernização dos serviços de inteligência, que terão nova função estratégica. A idéia do governo é investir na capacidade de informação para antecipar os riscos. O projeto prevê a criação de um Conselho Nacional de Informação diretamente subordinado ao presidente da República.
Entre as principais medidas da reforma estão um corte de pessoal sem precedentes, a compra de equipamentos de espionagem e inteligência e uma maior participação da França na Otan, a Organização do Tratado do Atlântico Norte. O argumento do governo é de que a política de defesa francesa deve levar em conta os objetivos de redução das despesas públicas. Até 2020, a França vai destinar 377 bilhões de euros para o setor da defesa, dos quais 200 bilhões serão aplicados em equipamentos.
O projeto prevê cortes de 54 mil postos de trabalho civis e militares nos próximos seis ou sete anos. Ao final da reestruturação, o Exército francês contará com 131 mil homens, a Aeronáutica, com 50 mil e a Marinha, com 44 mil homens.
Novas ameaças
O Livro Branco da Defesa relaciona uma série de novas ameaças à segurança do país e considera forte o risco de atentados terroristas na França. Também avalia como real a possibilidade de ataques bacteriológicos, nucleares, químicos ou radiológicos.
A oposição condenou a falta de debate parlamentar sobre o projeto apresentado pelo presidente Nicolas Sarkozy. Um ex-ministro da Defesa francês, o socialista Paul Quilès, disse que o governo exagera o nível de ameaças contra a França.
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