Reportagem publicada em 19/06/2008 Última atualização 19/06/2008 15:52 TU

Funcionários da Rádio França Internacional foram às ruas de Paris protestar contra a reforma do setor audiovisual público na França.
Foto: C.Frammery/RFI
Cerca de 2.000 profissionais do setor audiovisual público francês saíram às ruas na quarta-feira ,18, em Paris para protestar contra as reformas do governo que decidiu pelo fim da publicidade nas televisões estatais e o reagrupamento, numa holding, das emissoras: Rádio França Internacional, TV5 Mundo e a televisão semi-privada, França 24.
A greve, que prejudicou a produção de jornais e outros programas das emissoras de rádio e tevês, foi agendada no mesmo dia em que foi realizada a última reunião da comissão encarregada pelo governo de discutir alternativas para o financiamento dos canais públicos franceses que não terão mais publicidade.
A Comissão parlamentar deverá encaminhar o resultado das discussões e as propostas ao presidente Nicolas Sarkozy, na próxima quarta-feira, 25. Entre as propostas debatidas pela Comissão estão uma taxa de 0,5 por cento sobre o faturamento anual das operadoras de internet e de telefonia celular (210 milhões de euros), um imposto sobre as frequências rádio-eletrônicas (100 milhões de euros) e uma taxa sobre receitas publicitárias suplementares das televisões privadas (80 milhões de euros).
A Comissão recomenda ainda que a cobrança da redevance, o imposto pago por todo cidadão francês que tem televisão em casa - que atualmente é de 116 euros(equivalente a 288 reais) - seja indexada à inflação.
Para os grevistas, as reformas no setor audiovisual exterior da França podem representar cortes de orçamentos e demissão de funcionários, privatização de parte do serviço público e a consequente perda de qualidade da programação.
ÁUDIO
Jornalista da TV France 3
"Esperamos o desmantelamento total da tv pública francesa. Não sabemos de nada, o nosso futuro é incerto. No serviço público, rádio e televisão juntos, somos mais de 12.000 assalariados e não sabemos como seremos reestruturados e para quem vamos trabalhar".
No caso da Rádio França Internacional, em particular, a reforma do governo pode enfraquecer sua vocação mundial e reduzir drasticamente as redações de língua estrangeira, que atualmente são 19. Jornalistas da RFI preocupam-se com o fim da diversidade da rádio.
ÁUDIO
Jornalista do pólo cultura da RFI
"Temo que a RFI pare de transmitir para o mundo e se restrinja à África, para responder a imperativos estratégicos em termos de diplomacia, e que nos tornemos uma rádio que vende a França econômica e não a França real".
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