Reportagem publicada em 19/06/2008 Última atualização 19/06/2008 15:35 TU

Soldados israelenses jogam voleibol perto da fronteira com a Faixa de Gaza, na quarta-feira, 18.
Foto: Reuters
Em meio à violência e muita desconfiança, entrou em vigor nesta quinta-feira,19, a trégua na Faixa de Gaza entre o governo de Israel e o movimento radical palestino Hamas.
Um acordo frágil, estimam representantes dos dois lados, mas que pode criar as condições para envio de uma força da ONU ao território onde vivem cerca de 1,5 milhão de palestinos.
Às seis horas da manhã, hora local, o Hamas anunciou o início da trégua que prevê a interrupção de tiros de foguetes contra Israel.
Horas antes, foi confirmada a morte de um palestino atingido por um tiro disparado pelo exército israelense.
O acordo, mediado pelas autoridades egípcias, prevê também o fim progressivo do bloqueio israelense ao território e também uma pausa nas operações militares do Estado judeu.
O primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad, considerou a trégua em Gaza "um passo importante" para a melhoria da ajuda humanitária à população do território e aproveitou para pedir que o exército israelense cesse também operações na Cisjordânia.
Segundo o primeiro ministro israelense, Ehud Olmert, esta é "a última oportunidade para o Hamas evitar uma vasta operação militar israelense no território”. Olmert anunciou uma visita ao Cairo onde se encontrará com o presidente do Egito, Hosni Moubarak.
ÁUDIO
Correspondente da RFI em Israel
"A aceitação de proposta de trégua oferecida pelo Hamas gerou polêmica em Israel já que o país recusou qualquer tipo de diálogo com o grupo até o momento. O Hamas, por sua vez, se nega a reconhecer o direito de existência de Israel e a abrir mão da violência".
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