Reportagem publicada em 20/06/2008 Última atualização 23/06/2008 16:32 TU

« Os campos de concentração voltaram na Europa ? » perguntou Hugo Chávez , referindo-se à nova diretriz européia.
Foto: Reuters
Javier Solana, o Alto Representante para a Política Exterior da União Européia, condenou nesta sexta-feira a ameaça feita ontem pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Furioso com os termos da nova lei européia para a imigração, que prevê a expulsão de estrangeiros em situação irregular, Chávez advertiu que pode parar de vender petróleo para os países do bloco, assim como retirar da Venezuela os investimentos dos países que aplicarem a lei. Provocador como sempre, Chávez lamentou o fato de a Europa estar sendo dominada por políticos de direita.
A reação de Hugo Chávez veio de encontro à campanha que já tinha sido lançada pelo presidente da Bolívia, Evo Morales, para que os países da América Latina e África se unam contra as novas medidas adotadas pelo bloco. Para Morales, a nova lei “ é uma afronta à vida e aos direitos das pessoas”. O presidente boliviano mandou um recado para os parlamentares que aprovaram a chamada Diretiva do retorno, como foi batizada a nova lei : "Vamos iniciar uma campanha internacional para reverter a situação. Que os deputados que aprovaram esta lei falem com o coração", pediu o presidente boliviano.
Na última quarta-feira, dia 18, o Parlamento europeu aprovou uma lei que permite a expulsão de imigrantes clandestinos da União Européia, estabelece um período de detenção de até 18 meses e a proibição de voltar ao país antes de cinco anos.
ÁUDIO
Jornalista da Rádio França Internacional
« A nova lei européia contra a imigração continua provocando reações de dirigentes latino-americanos. Depois da campanha do presidente boliviano Evo Morales, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, fez uma ameaça econômica.”
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